Fonte original: InfoMoney — Desempenho do real e projeção do Goldman Sachs em abril de 2026.
Resumo rápido
O real segue como uma das moedas mais fortes de 2026, enquanto o dólar opera abaixo de R$ 5. Segundo o InfoMoney, a moeda americana acumula queda de cerca de 9% no ano e aproximadamente 3,5% em abril.
Notícia
O real voltou a ganhar destaque no mercado internacional em 2026. Mesmo em meio a um cenário global de incertezas, a moeda brasileira tem mostrado força contra o dólar.
De acordo com análise citada pelo InfoMoney, o Goldman Sachs vê três fatores principais sustentando o desempenho do real: melhora dos termos de troca do Brasil, recuperação dos ativos de risco e juros ainda elevados, que mantêm o país atrativo para operações de carry trade.
Na prática, isso significa que investidores estrangeiros ainda encontram no Brasil uma combinação de moeda descontada, juros altos e ativos com potencial de valorização. Esse fluxo ajuda a manter o dólar abaixo da marca psicológica de R$ 5.
Impacto no mercado
Um real mais forte ajuda a reduzir pressões inflacionárias, principalmente em produtos importados, combustíveis e insumos dolarizados. Isso pode ser positivo para a inflação e, indiretamente, para a trajetória dos juros.
Por outro lado, o dólar mais baixo pode pressionar empresas exportadoras, que recebem em moeda estrangeira. Já companhias dependentes de importação ou com dívida em dólar tendem a ser beneficiadas.
Setores afetados
Exportadoras, importadoras, varejo, combustíveis, companhias aéreas, empresas com dívida em dólar, inflação, juros e bolsa brasileira.
Opinião da IA
A força do real é um sinal positivo para o Brasil, mas não deve ser vista como garantia de estabilidade. O câmbio pode mudar rapidamente se houver piora no cenário externo, aumento da aversão ao risco ou ruídos fiscais internos.
Para o investidor, o dólar abaixo de R$ 5 melhora o ambiente para inflação e juros, mas exige atenção com empresas exportadoras. O cenário favorece ativos domésticos e empresas ligadas ao consumo, enquanto pode reduzir parte da vantagem cambial de companhias que vendem para fora.