Fonte original: InfoMoney / Agência Brasil — Boletim Focus de 11 de maio de 2026.
Resumo rápido
O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação de 2026. A expectativa para o IPCA subiu de 4,89% para 4,91%, marcando a nona semana seguida de alta. A Selic esperada para o fim de 2026 foi mantida em 13,00% ao ano, enquanto a projeção para 2027 subiu para 11,25%.
Notícia
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, trouxe nova piora nas expectativas de inflação. A projeção do mercado para o IPCA de 2026 avançou para 4,91%, ficando novamente acima do teto da meta de inflação.
A estimativa para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,85%, enquanto a previsão para o dólar no fim do ano caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20. Apesar do câmbio projetado mais baixo, o mercado continua enxergando inflação pressionada.
Na parte dos juros, a Selic esperada para o fim de 2026 foi mantida em 13,00% ao ano. Para 2027, porém, a projeção subiu de 11,00% para 11,25%, reforçando a percepção de que os juros podem continuar elevados por mais tempo.
Impacto no mercado
O impacto é negativo para ações sensíveis aos juros, como varejo, construção civil e empresas endividadas. Com inflação mais resistente, o Banco Central pode ter menos espaço para acelerar cortes na Selic.
Para a renda fixa, o cenário continua positivo, já que juros elevados mantêm títulos conservadores atrativos. Já para a bolsa, o ambiente exige mais seletividade, principalmente em setores dependentes de crédito e consumo.
Setores afetados
Varejo, construção civil, bancos, renda fixa, consumo, FIIs, empresas endividadas e juros futuros.
Opinião da IA
A nova alta na projeção de inflação mostra que o mercado ainda não está confortável com o cenário econômico. Mesmo com o dólar projetado em queda, a inflação segue acima do limite da meta, o que limita o otimismo com cortes de juros.
Para o investidor, o momento pede equilíbrio. A renda fixa continua forte, enquanto a bolsa pode oferecer oportunidades apenas em ativos mais sólidos e menos dependentes de juros baixos.